sábado, 9 de outubro de 2010

Entrada: Carro - Ka

O Kazinho tinha um problema, ele batia, ele era batido, ele estragava, acontecia tudo com ele! O preço dele não saiu tão em conta assim, mas era o modelo e cor que eu queria... e... ele tinha os mesmos problemas que o Uno: borrachas ressecadas, um mofo mutante crescendo no carpete, inundação e algo errado no motor. Ah, e o desembaçador, que a cada dia eu acreditava que era mito.

Um esclarecimento: em todas as batidas relacionadas abaixo, quem dirigia não era eu, era o Beto.
A nossa primeira batida foi um engavetamento na Rua Padre Eustáquio, coisa simples, mas que deu um estraguinho bom no parachoque do carro da frente. Depois foi uma louca em um palio prata que simplesmente entrou na rua em que eu descia e bateu do lado. Depois teve o motoqueiro (sem a documentação do carro do ano paga) que nos atropelou (nós de carro e ele de moto, só pra deixar claro), detonou o carro todo, e ainda me processou. Detalhe: a seguradora já tinha pago um monte de coisa pra ele, tudo o que era devido. Então teve a vaca (o animal, aquele bicho grande e zoiudo, com chifres, que faz 'muuuu', o ser bovino, vcs entenderam) que resolveu atravessar a avenida de frente ao serviço dele a noite, e quase deu perda total no carro além de quase me deixar viúva. E então, teve o carro roubado misterioso, que estava a mais de 230 km por hora na Via Expressa e que deu um 'totó' na traseira do Ka e fez ele rodopiar e bater na mureta e voltar pro acostamento.

Nem vou contar hoje os detalhes de cada batida pq cada história é um espinho no meu coração.

Na ultima batida, a porcaria da Liberty Seguros foi completamente omissa, e meu carro ficou na pior mecânica de Belo Horizonte, a Wemaro, e ficou lá por exatos 65 dias, e ainda saiu com defeito. Tivemos ainda que pagar o mecânico pra arrumar de verdade.

Eu sei que podiamos ter entrado na justiça pra fazer algo, eu sei. Mas nem quero comentar, já que o sr. Marido não quis.

Nesse dia, decidimos: vamos dar um jeito, estrangular as contas, finanças e tudo mais, mas vamos comprar um carro zero, que não vai dar problema, que vai ter garantia de fábrica, que vai ser fantástico! Mas eu não queria escolher nem modelo, nem cor, nem concessionária e nada. Eu sou a razão do azar todo, e é melhor eu não me intrometer nessas escolhas mais.

Compramos um carro novo em agosto. Um Fox preto.

[continua]

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